Nem tudo que impulsiona os resultados aparece em relatórios, planilhas ou indicadores de desempenho. Muitas vezes, decisões, entregas e resultados organizacionais são moldados diariamente por fatores menos visíveis, porém decisivos.
Comportamentos, percepções e experiências no ambiente de trabalho influenciam como as pessoas se engajam, colaboram e assumem responsabilidades. Quando esses elementos são ignorados, os números começam a reagir (mesmo que a causa não esteja claramente identificada).
Essa realidade ajuda a explicar por que tantas organizações enfrentam desafios persistentes apesar de metas bem definidas. Para compreender esse cenário, é necessário olhar além do que é facilmente mensurado em relatórios.
É o que iremos abordar neste artigo. Boa leitura.
Engajamento como termômetro do desempenho profissional
O engajamento revela muito sobre a experiência diária das pessoas, mesmo quando não aparece diretamente nos relatórios de desempenho. Ele se manifesta na colaboração, na qualidade das interações e na constância das entregas.
Quando esse nível de envolvimento é saudável, as equipes demonstram maior foco, senso de responsabilidade e alinhamento com os objetivos da empresa. Entretanto, quando ele se fragiliza, surgem comportamentos defensivos, apatia e redução do esforço.
De acordo com o Gallup – State of the Global Workplace 2025, apenas 21% dos profissionais globalmente estão engajados, enquanto 62% permanecem não engajados e 17% estão ativamente desengajados.
Esse cenário reforça o quanto a maioria das pessoas está operando no modo automático, entregando o mínimo necessário para cumprir suas funções. E o resultado desse comportamento se reflete em retrabalho, baixa produtividade e más decisões.
O relatório também aponta que ambientes com baixo engajamento apresentam maior incidência de estresse diário, menor percepção de reconhecimento e relações incompatíveis com a liderança. Esses fatores, somados, influenciam diretamente a sustentabilidade dos resultados ao longo do tempo.
Além disso, o desengajamento raramente surge de eventos isolados. Ele se constrói a partir de experiências repetidas onde expectativas não são atendidas, conversas são evitadas e comportamentos ruins passam despercebidos.
Esses sinais antecedem qualquer queda expressiva nos indicadores de desempenho. Para compreendê-los melhor, é preciso observar quem molda a experiência cotidiana das equipes.
A liderança como fator decisivo na experiência do time
A resposta para grande parte dos resultados passa inevitavelmente pela liderança.
Gestores moldam o ambiente emocional, a clareza de expectativas e o nível de confiança dentro das equipes. Com isso, pequenas atitudes diárias criam efeitos significativos.
Segundo o Gallup – State of the Global Workplace 2025, o engajamento dos gestores sofreu um declínio significativo em 2024, caindo de 30% para 27% globalmente. Esse movimento foi especialmente intenso entre gestores mais jovens (abaixo de 35 anos) e mulheres em posições de liderança, ambos grupos com reduções maiores que a média.
Quando os próprios líderes não estão engajados, há uma tendência de que esse estado se reflita em suas equipes.
Dados de 2015 da própria Gallup já apontavam que aproximadamente 70% da variação no engajamento de uma equipe poderia ser atribuída ao gestor direto. Isso significa que escolhas comportamentais feitas por quem lidera têm mais impacto no engajamento coletivo do que muitas políticas corporativas.
Além disso, a queda na motivação dos gestores acontece num momento em que as demandas sobre eles se intensificam com a gestão de equipes híbridas, mudanças frequentes nos modelos de trabalho e incertezas tecnológicas que colocam uma pressão constante sobre sua capacidade de adaptação.
A consequência é um ciclo onde gestores menos engajados inspiram equipes igualmente desconectadas que, por sua vez, apresentam menor disposição para colaborar, inovar ou superar obstáculos.
Esse cenário demonstra a importância de investir em desenvolvimento comportamental como forma de fortalecer as lideranças e a experiência de trabalho como um todo.
Uma conexão com o desenvolvimento humano que nos leva para outro aspecto importante da busca por melhores resultados: o bem-estar.
Bem-estar, percepção e resultados
Embora seja difícil de quantificar, o bem-estar influencia na energia, foco, criatividade e tomadas de decisão dos colaboradores. Quando negligenciado, torna-se um fator decisivo de queda de desempenho.
O relatório da Gallup também demonstra que profissionais engajados têm maior probabilidade de relatar bem-estar positivo, enquanto os não engajados apresentam mais emoções negativas no cotidiano. O que podemos concluir é que a experiência psicológica no trabalho influencia diretamente a qualidade das entregas e das relações.
Quando o bem-estar é fragilizado, percepções se distorcem, conflitos se intensificam e decisões passam a ser tomadas de forma reativa. Esse contexto ajuda a explicar por que os resultados oscilam mesmo quando processos e estratégias permanecem inalterados, conduzindo à necessidade de novas abordagens.
Mas, como transformar esses sinais subjetivos em ações concretas de desenvolvimento?
Desenvolvendo lideranças mais conscientes
Líderes mais eficazes aprendem a observar padrões de comportamento, clima emocional e qualidade das relações. Eles não dependem exclusivamente de indicadores tradicionais para compreender o que acontece em suas equipes.
Práticas como escuta ativa, feedback e conversas frequentes de desenvolvimento ajudam a revelar o que não aparece nos relatórios. Além disso, esses movimentos fortalecem vínculos, aumentam o senso de pertencimento e criam ambientes mais produtivos.
Quando organizações passam a integrar esse olhar mais humano à gestão, os resultados se tornam mais coerentes e o desenvolvimento se torna parte do dia a dia das pessoas.
Como a F.Lead apoia líderes a gerar resultados mais consistentes
Na F.Lead, acreditamos que resultados duradouros nascem da forma como líderes pensam, decidem e se relacionam. Nosso trabalho é apoiar o desenvolvimento de comportamentos que sustentam ambientes mais saudáveis, produtivos e alinhados à estratégia.
Por meio de programas de desenvolvimento de liderança, cultura e comportamento organizacional, ajudamos empresas a transformar desafios em avanços reais. Atuamos onde os indicadores tradicionais não alcançam, mas nas ações e comportamentos que constroem, aos poucos, resultados ainda melhores.
Se você deseja fortalecer sua liderança e gerar impacto real nos resultados, conheça o trabalho da F.Lead e descubra como podemos apoiar essa jornada.





